Você já sentiu aquela pontada no estômago ao olhar o extrato bancário no dia 25 e perceber que o capital de giro está desaparecendo? A reação instintiva de muitos empresários é ligar para o gerente do banco e negociar uma linha de crédito ou antecipar recebíveis. O problema é que isso custa caro. O que poucos percebem é que, enquanto buscam dinheiro caro no mercado financeiro, podem estar deixando uma pequena fortuna acumulada nos cofres do governo por pura falta de revisão técnica. O sistema tributário brasileiro é um emaranhado de regras que mudam quase diariamente.
Para quem está no Simples Nacional ou no Lucro Presumido, a probabilidade de estar pagando impostos sobre produtos que já foram tributados na fonte é altíssima. Não se trata de sonegação ou de “jeitinho”, mas de aproveitar o que a própria legislação permite: a recuperação de créditos tributários. O ralo por onde seu lucro escorre Imagine o dono de uma pequena autopeças ou de uma perfumaria. Esses estabelecimentos vendem centenas de itens que estão sujeitos ao regime de tributação monofásica de PIS e COFINS. Na prática, isso significa que a indústria já pagou o imposto por toda a cadeia.
Excelente contabilidade curitiba
Quando o varejista revende esse produto e não segrega essa receita na hora de gerar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), ele paga o imposto novamente. Um cenário real que vejo com frequência: Uma farmácia com faturamento médio de R$ 100 mil mensais pode estar pagando cerca de R$ 2 mil a mais de imposto todo mês por não separar os produtos monofásicos. Em cinco anos — que é o prazo que a lei permite recuperar — estamos falando de mais de R$ 120 mil jogados fora. Esse valor, que poderia ser o fôlego para uma reforma, a compra de estoque ou a quitação de dívidas, está parado na Receita Federal.